Agência coloca Petrobras em observação negativa após resultado do terceiro trimestre de 2014

Foto: Ricardo Moraes/ Reuters/ VEJA
A
Fitch Ratings rebaixou os IDRs (Issuer Default Ratigns - Ratings de
Probabilidade de Inadimplência do Emissor) em moedas estrangeira e
local, assim como os ratings da dívida em circulação da Petrobras, para
'BBB-'. A agência de finanças também colocou os ratings internacionais e
o Rating Nacional de Longo Prazo 'AAA(bra)' da companhia - considerada
como forte capacidade para honrar compromissos financeiros - em
observação negativa. Isso reflete a incerteza do mercado sobre a
capacidade de a Petrobras estimar e registrar ajustes em seus ativos
fixos dentro do prazo necessário, o que permitiria que boa parte dos
credores da empresa acelerasse os pagamentos da dívida. As ações que
classificam a qualidade do crédito da Petrobras afetam aproximadamente
US$ 50 bilhões de emissão de dívida, já incluídas aquelas emitidas pela
Petrobras International Finance Company (PIFco) e pela Petrobras Global
Finance B.V. (PGF). O comunicado da Fitch Ratings surge após a recente
publicação das demonstrações financeiras da Petrobras relativas ao
terceiro trimestre de 2014. Os covenants exigem que as demonstrações
financeiras auditadas de final de ano sejam reportadas até 120 dias após
o término do período, com mais sessenta dias de carência. A decisão de
atrasar a contabilização dos ajustes, para a agência, ressalta as
dificuldades em estimar a magnitude dos valores pagos em excesso,
decorrentes do esquema de corrupção e do valor justo dos ativos fixos. A
Fitch Ratings atribui as ações de rating como reflexo do escândalo de
corrupção na Petrobras, que podem interferir na capacidade de a
Petrobras atingir as expectativas da agência para sua produção. "As
denúncias afetam a efetividade da companhia em negociar com fornecedores
de equipamentos, tendo em vista que seus executivos ficam mais
cautelosos na assinatura ou no adiantamento de contratos. A atual
proibição de contratar 23 grupos limita a disponibilidade de importantes
equipamentos", conclui a agência. Tais questões podem prejudicar o
tempo de conclusão e entrega de unidades flutuantes de produção,
armazenamento e transferência (FPSOs), para as quais a Fitch considerou
atraso médio de entrega de seis meses. A agência diz que continuará
monitorando o progresso da construção das unidades da Petrobras. Por
estar em observação negativa, a Petrobras pode ter os ratings rebaixados
em mais de um grau, caso sejam descumpridos os covenants referentes aos
demonstrativos financeiros e seja notificada pelos credores a respeito
desta ocorrência. Para o caso de a empresa publicar as demonstrações
financeiras auditadas dentro do prazo, sem quebra dos covenants, a
observação negativa deve ser removida e uma 'perspectiva negativa' pode
ser atribuída. Isso "devido à contínua incerteza e às disputas judiciais
decorrentes das investigações sobre o esquema de corrupção Lava Jato,
bem como aos potenciais atrasos nas entregas de unidades de produção".
Terça, 03 de Fevereiro de 2015 - 18:00
Oposição critica discurso de Rui e diz que governador 'mais parecia deputado de oposição'

Foto: Divulgação
A oposição ao governador Rui Costa na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) criticou o seu pronunciamento, nesta terça-feira (3), na abertura dos trabalhos na Casa.
De acordo com o líder do bloco, o deputado Sandro Régis (DEM), “Rui
Costa fez um discurso de promessas como se ainda estivesse em campanha,
citando de forma vaga e inconsistente necessidades e projetos, a exemplo
da ponte Salvador-Itaparica, que é na verdade um mega-empreendimento
criticado justamente pela ausência de viabilidade econômica”. Ainda
segundo democrata, ao dizer que irá fazer mais investimentos na saúde e
retirar mais de quatro mil policias do serviço burocrático, o governador
“mais parecia um deputado de oposição”. “É como se o governador nunca
tivesse feito parte do governo que sucedeu", ironizou o deputado Adolfo
Viana (PSDB).
Capturado
no fim de dezembro na Síria, o piloto jordaniano Muaz AL-Kasasbeh
aparece sendo queimado vivo pelo Estado Islâmico em vídeo divulgado
nesta terça-feira (3). O primeiro-tenente de 26 anos teve sua libertação
condicionada à soltura da mulher-bomba Sajida al-Rishawi pela Jordânia.
De acordo com O Globo, No vídeo de 22 minutos, Kasasbeh aparece como um
apresentador jornalístico culpando o governo da Jordânia por sua morte,
a exemplo dos outros reféns estrangeiros. Com o olho repleto de
hematomas, ele então é filmado em uma jaula, com rastros de petróleo. O
primeiro-tenente é queimado, aos gritos, visto de perto por um esquadrão
de fuzileiros. A autenticidade do vídeo ainda não foi confirmada, mas a
Jordânia deve se pronunciar em breve sobre a gravação. Um membro da
família disse à Reuters que o chefe das Forças Armadas do país confirmou
aos parentes de Kasasbeh sua execução
Terça, 03 de Fevereiro de 2015 - 16:00
Justiça determina bloqueio de 49% do cachê de Alinne Rosa

Foto: Divulgação
A
briga entre a cantora Alinne Rosa e os empresários Luiz Cláudio Souza,
Marcelo Frisoni, ex-marido da apresentadora Ana Maria Braga, e Duilio
Monteiro Alves provocou o bloqueio de 49% dos cachês da ex-vocalista da
banda Cheiro de Amor. O bloqueio é válido já para os cachês do Carnaval,
conforme decisão publicada no Diário de Justiça Eletrônico desta
terça-feira (3). De acordo com decisão do juiz Moacir Reis Fernandes
Filho, da 31ª Vara dos Feitos de Relações de Conciliações Civis e
Comerciais, a antecipação de tutela deve continuar até o término do
processo ou o valor próximo ao pactuado entre Alinne e os empresários,
R$ 550 mil. Caso a decisão não seja cumprida, o magistrado imputou uma
multa diária de R$ 10 mil. Em entrevista ao Bahia Notícias, em outubro
de 2014, o advogado Alano Frank afirmou que os empresários estavam insatisfeitos
com a conduta da cantora durante sua carreira solo, gerida pela Mundo
Rosa Produções Artísticas. "Alinne não honrou os compromissos assumidos
em contrato, então eles pretendem reaver o investimento feito na
carreira", disse o advogado à época. Os empresários já investiram cerca
de R$ 1 milhão na artista e estão insatisfeitos e decepcionados com o
que vem acontecendo. "Não há um retorno ou prestação de contas",
informou. Há ainda uma ação de danos morais e materiais, que tramita em
segredo na justiça, contra a empresa LCS Assessoria e Eventos Eireli -
EPP, de responsabilidade dos empresários.
Terça, 03 de Fevereiro de 2015 - 15:40
Sul América é condenada a indenizar paciente em R$ 10 mil por negar realização de cirurgia
por Cláudia Cardozo
Foto: Reprodução
A
Sul América Companhia de Seguro Saúde foi condenada a indenizar uma
paciente em R$ 10 mil e a custear a realização de uma cirurgia no
coração indicada pelo médico que acompanha a idosa, que sofre de um
câncer nas vias biliares. A paciente precisava do tratamento
endovascular (percutâneo) de estenose aórtica severa, como suporte para
realização de cirurgia curativa de tumor de vias biliares. A operadora
do plano de saúde apelou da decisão de primeiro grau, proferida pelo
juiz Roberto José Lima Costa, da 4ª Vara Cível de Salvador. A operadora
também foi condenada a pagar todos os ônus sucumbenciais da ação. A
juíza convocada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Pilar Célia
Tobio de Claro indeferiu o pedido da Sul América. Na apelação, a empresa
alega que não existia cobertura contratual para o tratamento indicado
para paciente, e que, por isso, a negativa em custear o tratamento foi
“justa e legal”. Também afirmou que a indenização por dano moral não é
cabível, pois não ficou provado o dano. A magistrada cita
jurisprudências que afirmam que “somente ao médico que acompanha o caso é
dado estabelecer qual o tratamento adequado para alcançar a cura ou
amenizar os efeitos da enfermidade que acometeu o paciente”, e que a
“seguradora não está habilitada, tampouco autorizada a limitar as
alternativas possíveis para o restabelecimento da saúde do segurado, sob
pena de colocar em risco a vida do consumidor”. “Cercear o limite da
evolução de uma doença é o mesmo que afrontar a natureza e ferir, de
morte, a pessoa que imaginou estar segura com seu contrato de
‘seguro-saúde’; se a ninguém é dado prever se um dia será acometido de
grave enfermidade, muito menos é permitido saber se a doença, já
instalada e galopante, deixará de avançar para a o momento em que se
tornar necessário procedimento médico ou cirúrgico que não é coberto
pelo seguro médico-hospitalar contratado”, cita a juíza. Pilar Célia
também considera que a cláusula que restringe a cobertura do tratamento é
abusiva. A julgadora também diz que o interesse patrimonial da
seguradora de obter lucros deve ser resguardado, mas desde que preste o
serviço de forma eficiente, integral e com qualidade. A juíza convocada
afirma que a seguradora incorreu em uma ilegalidade ao negar o
tratamento médico a paciente, que, pela idade, não poderia “iniciar o
tratamento do câncer nas vias biliares, moléstia que colocava sua vida
em risco”. “À luz do entendimento pacífico do STJ, ‘a recusa indevida à
cobertura pleiteada pelo segurado é causa de danos morais, pois agrava a
sua situação de aflição psicológica e de angústia no espírito’", diz
Pilar Célia. Ela ainda considerou que o valor da indenização é
“incensurável” e que é uma “quantia módica”.
Terça, 03 de Fevereiro de 2015 - 15:20
Estado Islâmico divulga vídeo que mostra piloto jordaniano sendo queimado vivo

Foto: Reprodução/ Youtube
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