segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Bolsonaro chama de 'hipocrisia' críticas sobre indicação de Eduardo

Presidente admitiu que o Senado pode barrar a indicação de filho para embaixada do Brasil em Washington

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Bolsonaro indicou filho para embaixada dos EUA

Bolsonaro indicou filho para embaixada dos EUA

Isac Nóbrega/PR - 30.07.2019
Presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, neste domingo, a indicação do seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para embaixador no Estados Unidos. O presidente chamou as críticas de que a indicação seria nepotismo de "hipocrisia", mas admitiu que o Senado pode barrar a indicação de Eduardo.
"Sim, o Senado pode barrar sim. Mas imagine que no dia seguinte eu demita o (ministro de Relações Exteriores) Ernesto Araújo e coloque meu filho. Ele não vai ser embaixador, ele vai comandar 200 embaixadores e agregados mundo afora. Alguém vai tirar meu filho de lá? Hipocrisia de vocês", respondeu a jornalistas, ao deixar o Palácio do Alvorada para participar de um culto evangélico em Brasília.
Questionado se pretende mesmo nomear Eduardo ministro no caso de reprovação do seu nome para embaixador, Bolsonaro disse que não trabalha com essa hipótese. "Não vou fazer isso".
Bolsonaro criticou ainda a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que proibiu o nepotismo na administração pública. "O STF decidiu sobre nepotismo e sobre tipificar homofobia como racismo. Acho que quem tem que decidir sobre essas coisas é o Poder Legislativo. Teve um parlamentar contra o nepotismo que foi pego na Lava Jato. Tem nada a ver parente", completou.
O presidente disse partir do princípio que a indicação de um filho eleito para um cargo não seria nepotismo. "Tem ministro com toda certeza que tem parente empregado, com DAS (função comissionada), e daí?", questionou. "Que mania de que tudo que é parente de político não presta. Tenho um filho que está para ir para os EUA e foi elogiado pelo presidente norte-americano Donald Trump. Vocês massacraram meu filho: fritador de hamburger", acrescentou.
O presidente também rebateu matéria do jornal O Globo que contabilizou a contratação de 102 parentes entre si como assessores nos seus gabinetes e nos gabinetes de seus filhos, desse 1989.
"Não tenho 102 parentes, tem uma mentira deslavada ali. Já botei parentes no meu gabinete no passado, antes que nepotismo fosse crime", afirmou, lembrando que a primeira dama, Michele Bolsonaro, trabalhou em seu gabinete antes do relacionamento.
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Funai
Bolsonaro também disse que ficou "chateado" com as afirmações dadas ao jornal O Estado de São Paulo pelo ministro do ST (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello.
Em entrevista publicada no sábado (3), o ministro afirmou — ao comentar a decisão do STF que manteve a demarcação de terras indígenas com a Funai — que o presidente" minimiza perigosamente a importância da Constituição" e "degrada a autoridade do Parlamento brasileiro", ao reeditar o trecho de uma medida provisória que foi rejeitada pelo Congresso no mesmo ano.
"Me equivoquei na questão da MP. Foi assessor que fez, mas a responsabilidade é minha. Estou chateado porque ele (Mello) foi para o lado pessoal", respondeu a jornalistas, ao deixar o Palácio do Alvorada para participar de um culto evangélico em Brasília.
Bolsonaro aproveitou para alfinetar a decisão de Mello no caso no qual o STF passou a considerar a homofobia como crime. "Acredito que esse tipo de decisão cabe ao Congresso", repetiu. "Mas eu tenho que ficar quieto. Não posso criticar decisão de um poder ou outro, tenho que respeitar os poderes", completou.

    Canoagem do Brasil ganha quatro medalhas de ouro e uma de bronze

    Ministro Marcos Pontes cogita colocar militar na direção do Inpe

    Pontes diz que nem todo mundo entende ciência
    Pontes diz que nem todo mundo entende ciênciaMarcelo Camargo/Agência Brasil 28.03.2019
    O ministro da Ciência e Tecnologia, Inovação e Comunicação, Marcos Pontes, afirmou, em entrevista à Rádio Eldorado, que o nome do novo diretor do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) deve ser anunciado entre esta segunda-feira (5) e terça-feira (6). Segundo ele, o critério será técnico e, entre os preferidos, está um oficial da Aeronáutica e um doutor em desmatamento. "Estou procurando nome que tenha conexão com Inpe, que tenha conhecimento nessa área (desmatamento) e em gestão", disse Pontes.
    O ministro declarou que o ex-diretor do Inpe Ricardo Galvão tornou a situação insustentável ao procurar a imprensa para rebater os comentários do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em vez de tentar resolver a situação pelo diálogo.
    "Se o Galvão tivesse me procurado após os comentários de Bolsonaro, tudo poderia ter sido resolvido no diálogo. O fato de ter falado direto com a imprensa gerou perda de confiança", afirmou Pontes. "Tem influência do presidente (na demissão), mas também tem minha parte, porque se tornou difícil contornar a situação."
    O ministro disse que está à disposição para dar esclarecimentos no Senado Federal, caso seja chamado.
    Sobre o monitoramento do desmatamento, central na crise entre o Inpe e o governo, Pontes disse que o sistema será alterado, de modo a atender melhor o cliente final, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que responde ao Ministério do Meio Ambiente, chefiado por Ricardo Salles.
    Segundo o ministro, serão colocados mais satélites, a análise será conjunta e a divulgação dos dados será definida junto ao Ibama, mas que será de forma transparente. Pontes explicou que antigamente os dados eram dados ao Ibama antes, que verificava se tinha alguma ação de desmatamento em curso e, só cinco dias depois, eram divulgados na página do Inpe.
    "Houve uma dificuldade de comunicação. O Inpe e o Ibama não estavam conversando muito bem. Todo problema começou com o uso incorreto dos dados do Inpe. Os dados do Deter (Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real) são crus, não podem ser divulgados imediatamente", afirmou. "Confiamos nos dados do Inpe, mas talvez a forma dos dados não seja ideal para combater o desmatamento."
    Segundo ele, o Deter é um levantamento rápido, que pode ter ruídos. Pontes reconheceu, porém, que o Proder, levantamento anual que deve ser divulgado entre o fim de agosto e início de setembro, deve mostrar a mesma tendência de aumento do desmatamento dos dados que iniciaram a polêmica no Inpe.
    O Deter apontou aumento de 88% do desmatamento na Amazônia em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior e de 40% nos 12 meses anteriores, dado que deve ter maior aderência com o Proder.
    Em relação às declarações polêmicas de integrantes do governo sobre desmatamento e aquecimento global, Pontes contemporizou dizendo que procura explicar os dados do ministério para Bolsonaro e outros ministros.
    "Mas a questão é que nem todo mundo entende sobre ciência e às vezes interpreta do ponto de vista pessoal", completando que ele também não entende de economia e que, apesar de ter algum conhecimento de diplomacia, não cursou o Instituto Rio Branco, de formação de diplomatas.

    GSI revoga 110 atos para extinguir conselhos e grupos internos

    Lista foi publicada no Diário Oficial da União
    Lista foi publicada no Diário Oficial da UniãoAntonio Cruz/Agência Brasil - 30.04.2019
    ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), Augusto Heleno, declarou revogados 110 atos normativos.
    A decisão extingue colegiados internos da pasta para atender a decreto presidencial de abril deste ano que determinou a eliminação em massa de conselhos, comitês e grupos de trabalhos da administração federal para controlar a "proliferação" desses colegiados.
    A lista de colegiados revogados pelo GSI está no DOU (Diário Oficial da União) e inclui, por exemplo, Grupo de Trabalho de Análise de Normas Técnicas; Grupo de Trabalho do Centro de Emergência de Computação; Grupo de Trabalho de Legislação; Grupo Técnico com o propósito de dinamizar a capacitação de recursos humanos para o setor nuclear Brasileiro; e Grupo Técnico do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro.

    'Rico', PSL aposta em capitais na disputa de 2020

    Legenda deve conseguir R$ 500 mi
    Legenda deve conseguir R$ 500 miElza Fiúza / Agência Brasil
    O PSL vai concentrar os recursos dos fundos eleitoral e partidário na disputa a prefeituras em capitais e municípios com importância regional ou com mais de 500 mil habitantes.
    O partido do presidente Jair Bolsonaro é, ao lado do PT, o que mais vai ter dinheiro público para gastar nas eleições municipais do ano que vem. A previsão é de que a legenda tenha meio bilhão de reais e ambiciona, com isso, conquistar pelo menos dez grandes cidades, segundo o presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PE).
    Apesar de ter o posto mais alto da República e a segunda maior bancada da Câmara, o PSL ainda é "nanico" no País. Das 5.464 cidades que tiveram disputas nas eleições passadas, a legenda ganhou apenas 30.
    A maior é São João del-Rei (MG), que tem menos de 100 mil habitantes. "Não podemos achar que vamos ganhar em todos os lugares só porque o presidente vai estar na foto. Ele vai ser fundamental, mas temos que ter uma estratégia", afirmou Bivar.
    As duas maiores capitais, São Paulo e Rio, estão entre as prioridades da legenda e devem receber a maior fatia do bolo. Os demais gastos serão decididos em pesquisas locais e entre deputados e senadores do PSL.
    O maior desafio será expandir o PSL pelo Nordeste, na avaliação de Bivar. O partido quer conquistar pelo menos uma capital na região e uma cidade importante do interior de Pernambuco, Ceará ou Bahia. "Para diminuir o poder da esquerda", afirmou ele ao jornal O Estado de S. Paulo.
    Em uma reunião a portas fechadas na semana passada, Bivar ofereceu a Bolsonaro voz mais ativa na indicação de dirigentes do partido nos Estados e de nomes para disputas locais.
    O dirigente não ouviu do presidente nem que sim nem que não. Apenas conseguiu a promessa de que ele gravará um vídeo para ser divulgado no dia 17 convidando interessados a se filiar ao PSL. A legenda espera aumentar de 362 mil para um milhão o número de filiados.
    Família
    O partido já anunciou a intenção de priorizar candidaturas próprias no Rio e em São Paulo. Nos dois Estados, caberá aos filhos do presidente a escolha do candidato. O senador Flávio Bolsonaro comanda o diretório fluminense e já escolheu onde vai gastar os recursos. Serão nove candidaturas em municípios estratégicos do interior e da região metropolitana, além da capital, onde o deputado estadual Rodrigo Amorim vai concorrer. Amorim ficou conhecido por destruir uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no ano passado.
    Em São Paulo, o diretório é comandado pelo deputado Eduardo Bolsonaro, que não decidiu o nome para a disputa da capital. A deputada Joice Hasselmann, líder do governo no Congresso, é cotada, mas está longe de ser consenso. Dois empecilhos estão no seu caminho. O primeiro seria o senador Major Olímpio, que quer fazer um nome seu no comando da capital. O segundo, mais complicado, seria o próprio filho do presidente.
    Indicado ao cargo de embaixador do Brasil nos EUA, Eduardo quer deixar o deputado estadual Gil Diniz no comando da legenda em São Paulo. Gil já se mostrou publicamente contrário ao nome de Joice. O grupo político de Eduardo gostaria de ter o apresentador de TV José Luiz Datena na disputa.

    Gilmar Mendes critica Lava Jato: 'organização criminosa'

    Gilmar Mendes, ministro do STF
    Gilmar Mendes, ministro do STFFolha de Pernambuco
    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que a forma de atuação da Operação Lava Jato é a de “uma organização criminosa para investigar pessoas”. A afirmação foi dada em entrevista publicada pelo jornal “Correio Braziliense” neste domingo (4).
    A posição se dá após o jornal “Folha de S. Paulo” e o site “The Intercept Brasil” publicarem reportagem com trechos de conversas entre integrantes da Lava Jato que indicariam que o coordenador da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol, buscou informações sobre as finanças pessoais de Mendes e do presidente do STF Dias Toffoli e evidências que os ligassem a empreiteiras envolvidas com a corrupção na Petrobras. Para isso, Dallagnol teria recorrido à Receita Federal.
    A Constituição, porém, determina que ministros do STF não podem ser investigados por procuradores da primeira instância, como Deltan e os demais integrantes da Lava Jato. Os ministros só podem ser investigados com autorização do próprio tribunal, onde quem atua em nome do Ministério Público Federal é o procurador-geral da República.
    Mendes afirmou ter imaginado anteriormente que esse tipo de procedimento estaria sendo adotado pela Lava Jato. “É uma atitude das mais sórdidas e mais abjetas que se pode imaginar. Por que se queria investigar Toffoli ou a mim? Por que nós fizemos algo errado? Não, porque nós representávamos algum tipo de resistência às más práticas que se desenvolviam. É uma coisa tão sórdida que fala dos porões”, diz.
    Mendes afirmou também na entrevista que isso teria ocorrido porque órgãos de controle do Judiciário não estão funcionando como deveriam.

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