Câmara aprova em primeiro turno PEC das Empregadas Domésticas
Iolando Lourenço e Ivan Richard - Agência Brasil 21.11.2012 - 17h58 | Atualizado em 21.11.2012 - 18h42
Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou hoje (21), em primeiro turno,
a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 478/2010 que amplia os
direitos dos trabalhadores domésticos. A proposta estabelece que os
empregados domésticos tenham os mesmos direitos trabalhistas dos
empregados das demais categorias.
O texto foi aprovado por 359 votos favoráveis e 2 contrários. Agora, a
proposta volta à comissão especial para elaboração do texto final que
será votado em segundo turno, que pode ocorrer na próxima semana. Em
seguida, a matéria será encaminhada à análise do Senado, onde também
terá que passar por duas votações.Conhecida como PEC das Domésticas, a proposta amplia os direitos dos empregados domésticos, incluindo obrigatoriedade de recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), carga horária semanal de 44 horas, hora extra e adicional noturno. A categoria reúne 6,6 milhões de brasileiros, sendo a maioria formada por mulheres (6,2 milhões).
Para a relatora da PEC, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), a ampliação de direitos para os empregados domésticos não provocará desemprego. “Estamos vivendo um novo momento e temos uma nova classe média surgindo. Temos que moldar a nova classe média às necessidades de garantias de direitos dos empregados. Não podemos mais manter os costumes que vigoram desde a escravidão”, disse.
“Se a família tem quatro [domésticas] que passe a ter três, mas respeitando todos os direitos dos trabalhadores. Estamos cada vez mais buscando nossos direitos e não podemos deixar de lado o direto do próximo”, completou em entrevista à Agência Brasil.
A PEC prevê o pagamento de hora extra e de adicional noturno para atividades no horário das 22h às 5h. A proposta também torna obrigatório o recolhimento do FGTS que, de acordo com o advogado trabalhista Sérgio Batalha, representa o principal impacto da medida, caso sej
21/11/2012 19h00
- Atualizado em
21/11/2012 19h18
'Vai ter que dar conta do corpo', diz mãe de Eliza sobre possível confissão
Sônia Moura acompanha o júri popular no Fórum de Contagem.
Advogado dela afirma ter feito acordo para que Macarrão confesse.
Mãe de Eliza, Sônia de Fátima Moura, chora ao deixar o fórum nesta quarta-feira (Foto: Pedro Cunha/G1)
Ney Latorraca já se alimenta por via oral, mas não tem previsão de alta
Redação SRZD | Rio+ | 21/11/2012 19h17
O
ator Ney Latorraca, transferido nesta terça-feira do CTI para a Unidade
de Terapia Semi-Intensiva da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro,
já se alimenta por via oral. De acordo com um boletim médico divulgado
nesta quarta-feira, Latorraca passou bem a primeira noite fora do CTI.Ele está sem febre, lúcido e em boa condição clínica, segundo a nota da assessoria de imprensa do hospital. Ainda não há previsão de alta.
O ator está internado desde o dia 25 de outubro para a realização de uma cirurgia de retirada da vesícula. Ele sofreu uma infecção no peritônio, que acabou culminando em um quadro de insuficiência respiratória.
- Ney Latorraca tem alta de CTI
21/11/2012 18h28
- Atualizado em
21/11/2012 18h28
Exames preventivos contra câncer de pele oferecidos gratuitamente
Programação vai celebrar o Dia Nacional de Combate à doença.
Ações serão realizadas em São Luís e Imperatriz, no próximo sábado
Além dos exames, serão disponibilizadas ações como aulas expositivas sobre fotoproteção e sobre indicativos do câncer da pele. A expectativa é de que, entre as 9h e as 15h, cerca de 400 pessoas passem pelo local.
Especialistas alertam para a intensificação dos cuidados a quem mora em São Luís, uma vez que a localização geográfica da cidade - próxima à Linha do Equador - favorece uma maior penetração de raios solares.
Atendimento
Em todo o Brasil, mais de 420 mil pessoas já receberam atendimento dermatológico gratuito desde o início da realização do evento, há 13 anos. Em 2012, a SBD disponibilizará, mais uma vez, cerca de 1500 médicos voluntários, todos especialistas em dermatologia, além de outros milhares de profissionais da área de saúde. Dos 26 estados brasileiros, 25, além do Distrito Federal, serão cobertos por 144 postos de atendimento, que farão análise, diagnóstico e encaminharão para tratamento da doença
Novo secretário de Segurança de São Paulo não desagrada, mas não anima
Especialistas em segurança pública e representantes de
movimentos sociais consideram que os fatores que levam à escalada de
violência não serão resolvidos com nomes, mas com gestão
Publicado em 21/11/2012, 19:38
Última atualização às 19:38
Grella, com dois mandatos à frente do Ministério Público
Estadual, é visto como alguém com perfil mediador (Foto: Leticia
Moreira/Folhapress)
São Paulo – O anúncio do pedido de demissão de
Antonio Ferreira Pinto do cargo de secretário de Segurança Pública e sua
substituição pelo ex-procurador-geral do estado Fernando Grella feito
hoje (21) pelo governador Geraldo Alckmin não animou especialistas em
segurança pública nem movimentos sociais. Para eles, é preciso mudar a
orientação da política do combate à violência. “Não adianta mudar o nome
sem mudar estruturalmente. Diversas mudanças desse tipo já aconteceram
desde 2006 e a política de claro aval às matanças continua a mesma”,
acredita Danilo Dara, integrante do Mães de Maio e do Comitê contra o
Genocídio.
Dara se refere ao assassinatos de mais de 400 civis,
na maioria homens negros com menos de 30, mortos com tiros em órgãos
vitais entre os dias 12 e 22 de maio de 2006. Segundo estudos de
organismos internacionais esses homicídios foram cometidos por policiais
nas chamadas “resistências seguidas de morte” ou por policiais membros
de grupos de extermínio que atuavam encapuzados em uma ação de revide às
mortes de agentes de segurança em ataques do Primeiro Comando da
Capital (PCC). O episódio revelou a fragilidade das políticas estaduais
para a área e só foi remediada depois de o estado negociar com líderes
do PCC. Desde então, entidades de direitos humanos apontam a falta de
controle sobre setores da polícia militar.
Ferreira Pinto, à frente do Secretaria de Segurança
Pública (SSP) desde 2009, sempre minimizou a atuação do PCC e a crise de
segurança. Entre janeiro e outubro desde ano, 3.345 pessoas foram
mortas, um aumento de 11,62% em relação ao mesmo período do ano passado.
Só em outubro foram 505 mortes, média de 16,29 por dia – 93 policiais
foram mortos. “Ele implantou uma ditadura militar na segurança pública.
Toda a política se centrou na militarização. A Polícia Civil foi
sucateada e deixada de lado. O que houve de positivo em sua gestão é que
ele enfrentou a corrupção policial, princialmente nos primeiros anos,
mas seu maior equívoco foi não confiar na corporação da Polícia Civil
como um todo”, aponta o vice-presidente da Comissão Especial da Criança e
do Adolescente do Conselho Federal da Ordem do Advogados do Brasil,
Ariel de Castro Alves.
Novo nome
Grella é conhecido pelo perfil mediador, sem ligação
com nenhuma das duas forças de segurança do estado. Sua nomeação seria
uma resposta à pressão do Ministério Público ao governador. Em julho, um
procurador federal, Matheus Baraldi, fez diversas críticas à gestão da
segurança em São Paulo e chegou a afirmar que as tropas estavam sem
comando, o que justificaria a saída do comandante da PM, coronel
Roberval Ferreira França.
Para Luciana Guimarães, diretora do Sou da Paz,
“Grella parece ter todas as competências” para dar curso às mudanças
necessárias. No entanto, ela também enfatiza que é preciso mais do que
isso para que os índices de homicídios caiam. “É preciso aproveitar essa
mudança como oportunidade para mudar a condução da políticas de
segurança pública. Estávamos errando o caminho.”
Ela acredita que uma nova agenda de atuação deve se
centrar em processos de gestão e elenca as prioridades: investimento nas
polícias Civil e Militar com ênfase em tecnologia e mecanismos de
diagnóstico e avaliação de resultados, além da integração entre as duas
instituições, maior participação da sociedade civil, combate à corrupção
e adoção de controles internos de combate à letalidade. “A Secretaria
de Segurança Pública precisa se abrir para prestar contas, tanto para
entender o que está acontecendo com a ajuda de quem quer ajudar,
especialistas. Enfim, modernização. Isso é o básico em muitas áreas. E
em segurança estamos no modelo antigo”, afirma.
Para o Mães de Maio, a troca de nomes no comando da
SSP, no entanto, não isenta de responsabilidade Ferreira Pinto nem o
governador Geraldo Alckmin das responsabilidades dos crimes que foram
cometidos até agora. “Nem que Grella investigue o massacre de mais de
150 pessoas desde outubro”, afirma Danilo Dara. “Até agora não houve uma
proposta que não fosse de mais encarceramento, pressão, nenhuma palavra
de pesar aos civis. Continuaremos em cima, cobrando.”|
POLÍTICA |
21.NOV.12 - 18:45
| Atualizado em 21.11 - 20:36
Cachoeira tem dia de folga, diz advogado
Por Rubens Santos
Após 266 dias fora do seu núcleo familiar, o empresário Carlos
Augusto Ramos de Almeida, o Carlinhos Cachoeira, foi recebido como um
guerreiro na volta para casa, na madruga desta quarta-feira (21), em
Goiânia. Ganhou afagos da mulher e o carinho dos filhos em sua casa. No
lado de fora, a expectativa pela chegada de parentes e amigos da família
Cachoeira contrastou com o silêncio dos vizinhos dele no condomínio de
luxo onde mora em Goiânia.Apesar da curiosidade, das câmeras e
holofotes, Andressa, os filhos e Cachoeira não apareceram na porta da
casa. "Hoje ele está de folga", disse por telefone o advogado Nabor
Bulhões. "Hoje não vamos tratar de nenhum processo, só amanhã
(quinta-feira)", avisou. Um parente de segundo grau, em Goiânia, disse
para a reportagem que a família "paga um preço alto" pela inesperada má
fama de Carlinhos Cachoeira: "Ele não é o culpado, foi preso no lugar de
muitos grandes, os que estão por trás de tudo isso", afirmou o parente,
após pedir sigilo de sua identidade. "Ele sofreu muito na prisão,
estava preso quando a mãe dele morreu, e não vê os filhos desde
fevereiro", diz.
O procurador federal Daniel Salgado, porém, quer Carlinhos Cachoeira condenado em dois processos, um em Goiânia e outro em Brasília. No primeiro caso, a condenação seria de 50 anos de prisão, no mínimo, a ser determinada pela 5ª Vara Criminal da Justiça Federal em Goiânia na Ação Penal 089/2011. Motivada pela Operação Monte Carlo, prendeu no dia 29 de fevereiro Carlinhos Cachoeira e mais 80 pessoas tidas como integrantes da Máfia dos caça-níqueis.
Segundo a PF, o grupo explorava, há mais de 10 anos, a jogatina em Goiás com apoio de policiais militares, civis e federais. E o juiz federal, Alderico Santos, poderá anunciar sua decisão antes do Natal. No segundo caso, Carlinhos Cachoeira foi condenado, na terça-feira (20), pela juiza Ana Cláudia Barreto, da 5ª Vara Criminal de Brasília (TJDF), a cinco anos de prisão, e foi solto.
Pelo conjunto de acusações que há contra Cachoeira, Daniel Salgado considerou a liberdade provisória concedida, um risco: "No entender do Ministério Publico Federal (MPF), há possibilidade grande de uma rearticulação do esquema criminoso a partir da soltura daquele que nós consideramos como mentor dessa organização criminosa", disse em conversa com jornalistas. Para o promotor, a Máfia da Jogatina tem braços longos e foram expandidos por meio de negócios da Delta Construções - que não pararam de agir após a prisão de Cachoeira.
Copyright © 2012 Agência Estado. Todos os direitos reservados.
O procurador federal Daniel Salgado, porém, quer Carlinhos Cachoeira condenado em dois processos, um em Goiânia e outro em Brasília. No primeiro caso, a condenação seria de 50 anos de prisão, no mínimo, a ser determinada pela 5ª Vara Criminal da Justiça Federal em Goiânia na Ação Penal 089/2011. Motivada pela Operação Monte Carlo, prendeu no dia 29 de fevereiro Carlinhos Cachoeira e mais 80 pessoas tidas como integrantes da Máfia dos caça-níqueis.
Segundo a PF, o grupo explorava, há mais de 10 anos, a jogatina em Goiás com apoio de policiais militares, civis e federais. E o juiz federal, Alderico Santos, poderá anunciar sua decisão antes do Natal. No segundo caso, Carlinhos Cachoeira foi condenado, na terça-feira (20), pela juiza Ana Cláudia Barreto, da 5ª Vara Criminal de Brasília (TJDF), a cinco anos de prisão, e foi solto.
Pelo conjunto de acusações que há contra Cachoeira, Daniel Salgado considerou a liberdade provisória concedida, um risco: "No entender do Ministério Publico Federal (MPF), há possibilidade grande de uma rearticulação do esquema criminoso a partir da soltura daquele que nós consideramos como mentor dessa organização criminosa", disse em conversa com jornalistas. Para o promotor, a Máfia da Jogatina tem braços longos e foram expandidos por meio de negócios da Delta Construções - que não pararam de agir após a prisão de Cachoeira.
Copyright © 2012 Agência Estado. Todos os direitos reservados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.